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sexta-feira, 27 de julho de 2012

Multirão do Abrigo dos Bichos para ajudar Dinorá

MUTIRÃO PARA AJUDAR SRA. DINORÁ - DIA 28/07 (SÁBADO):

Dinorá, a idosa que vive em péssimas condições de moradia, cercada de centenas de galinhas e pombos dentro e fora da casa além de gatos e cachorros, precisa de ajuda.



Um processo se arrasta no Ministério Público desde 2008. Porém, haja vista falta de ações a fim de cerrar este visível problema de saúde pública, onde consta criatório desordenado mantido no local, favorecendo focos de dengue e leishmaniose, voluntários do Abrigo dos Bichos se organizam em multirão para limpar a casa da senhora e sua família.

"Comumente, como protetores de animais que somos, recebemos muitas críticas por proteger aqueles que não verbalizam e não podem se defender sozinhos em vez de nos "ocuparmos" com criancinhas com fome, idosos abandonados, trabalho escravo e tantas outras mazelas sofridas pelos humanos." comenta a presidente da instituição, Maria Lúcia.


"Provavemente esta senhora sofre de uma doença psicólogica chamada síndrome de Diógenes (obsessão por guardar ou acumular lixo ou coisas) e esta doença pode se estender ao acúmulo de animais e conseguente falta de higiene e cuidados necessários para com eles. Para esses casos é necessário tratamento psicológico além de ajudá-la na limpeza e organização da casa." Comenta a voluntária e psicóloga Marcela Santoro.

Os voluntários do Abrigo dos Bichos irão sábado de manhã na casa da Sra. Dinorá para ajudá-la, levando mantimentos, cobertores e produtos de limpeza. "Eis aí uma excelente oportunidade para esses que nos criticam para virem arregaçar as mangas e nos ajudarem com a família da Sra. Dinorá." completa a presidente.

Local: Rua José Paes de Farias, 311 - Vila Jacy (próximo à Norte Sul)
Data: 28/julho (sábado)
Horário: 8h

Ajudem com o que puderem: Ração para galinhas, alimentos não perecíveis (a casa não conta com energia elétrica), colchão, cama, roupa de cama, cobertores, produtos de limpeza... E o mais importante, leve sua vontade de ajudar o próximo.


Veja mais:

quinta-feira, 26 de julho de 2012

SCOOBY, CADÊ VOCÊ, MEU FILHO?!

Depois de dias na insuportável espera por notícias oficiais da Prefeitura quanto ao paradeiro do Scooby, o cão que foi arrastado por 4km pelos próprios tutores até o CCZ, infelizmente, deparamos com notícias bem diferentes da anunciada anteriormente, que o cão estaria muito bem e que teria sido adotado por uma clínica veterinária que, por sua vez, não quer alguma notoriedade na mídia. (clique aqui para saber)

A notícia que temos recebido - via fonte fidedigna - é que o cão está aprisionado no próprio CCZ, bem longe da população e da imprensa, definhando haja vista o mesmo não estar em tratamento para leishmaniose!


Assim sendo, só vemos uma maneira direta e clara para acabar de vez com tantas especulações... Seja que o Scooby está sendo tratado numa clínica veterinária ou morrendo nas dependências do CCZ : "Que o Senhor Prefeito de Campo Grande venha a público fazer o seu pronunciamento oficial sobre o Scooby e, inclusive, exibindo-o a todos." cita a presidente da instituição, Maria Lúcia Metello. "Atitude esta digna de um mandatário cumpridor de sua palavra e merecedor de nossa confiança e não de um embusteiro que pensa poder enganar a população"

PROTETORES PEDEM RESPOSTA: Na página do Facebook do Prefeito em questão, Nelson Trad Filho, os protetores de animais já começaram os questionamentos:





Não fique de fora, mostre a sua opinião ao senhor Prefeito e peça respostas também!

Facebook do Prefeito: clique aqui.



quarta-feira, 25 de julho de 2012

Seu cão está ficando idoso? Leve-o para caminhar e evite ao máximo a Síndrome de Disfunção Cognitiva em Cães (SDC)!

Ninguém sabe exatamente por quais motivos cães – e pessoas – vão perdendo suas capacidades mentais conforme ficam mais velhos. Mas sejam eles quais forem, o fato é que o cérebro e o sistema nervoso dos cães (e os nossos!) mudam drasticamente conforme eles envelhecem.

Cães mais velhos possuem cérebros mais leves do que cães jovens. A mudança é bastante significativa e o cérebro mais velho pode terminar até 25% mais leve! É importante notar que esta mudança não deve-se necessariamente à morte de células cerebrais. Na verdade, em grande parte é a perda das conexões que já não são mais feitas entre as células que reduz o tamanho e o peso do cérebro. Nossos peludos começam a entrar na “terceira idade” em torno dos sete anos de vida.

O equivalente canino ao mal de Alzheimer que acomete humanos é chamado de Síndrome de Disfunção Cognitiva em Cães (SDC).

Sintomas
Se seu cão sofrer deste mal, você possivelmente notará que ele está apresentando mudanças de comportamento que geralmente incluem: esquecimento (esquecer o treino do banheiro, pode não responder mais ao próprio nome etc.), desorientação, não reconhecer membros da família, sono alterado (passar noites acordado, inclusive podendo latir sem razão e controle e dormir em excesso durante o dia), não responder mais a comandos, e outros lapsos no comportamento habitual. 

A doença é bastante comum e, com base em dados estatísticos disponíveis, é possível sugerir que cerca de 25% dos cães com mais de dez anos de idade apresentem ao menos um dos sintomas associados ao envelhecimento cerebral. Em cães com mais de 15 anos de idade, mais de 60% são afetados de alguma maneira.

Pesquisas recentes têm mostrado que um dos fatores mais significativos para evitar o declínio das capacidades mentais é manter a mente ocupada e desafiada. Uma pesquisa da Universidade Milgram, de Toronto, demonstrou que ao manter cães idosos mentalmente ativos e estimulados, a deteriorização mental observada em novos aprendizados e na falta de capacidade para solucionar problemas foi grandemente reduzida ou até revertida!

Prevenção
E adivinhem quem figura como campeão na prevenção das perdas das funções mentais? O exercício físico! Estudos realizados com idosos humanos revelam que caminhar com regularidade protege o cérebro e também aumenta a capacidade de aprendizado, a concentração e o raciocínio abstrato em pessoas que caminham pelo menos 20 minutos por dia. 

Caminhadas parecem ser especialmente benéficas para nossos cérebros – de humanos e caninos – porque aumentam a circulação de oxigênio e de glicose que alcançam o cérebro. Ao caminhar, cães e pessoas, literalmente oxigenam o cérebro. Estudos mostram que em resposta ao exercício físico, as veias cerebrais podem aumentar, mesmo em animais de meia-idade sedentários até então.

Embora existam mais pesquisas com idosos humanos neste área do que com cães idosos, o time de pesquisadores da Universidade de Toronto vem replicando várias descobertas com cães. E não há razões para esperar que o sistema nervoso dos cachorros responda de maneira diferente ao de outros mamíferos testados até então (humanos e ratos).

Também é importante manter seu cão curioso e estimulado, para isso você pode:
Variar o percurso das caminhadas e dos passeios
Apresentá-lo a novos estímulos e
Criar rotinas de exercícios que envolvam comandos.

Quem sempre manda o cão sentar antes de ganhar a comida, não o estimula. Ensine vários comandos diferentes e simples (ver Série Filhotes) para seu amigo peludo e cada dia peça a ele que faça uns dois diferentes antes de ganhar o que quer que seja (sair para passear, comida, carinho, o direito de subir na cama ou no sofá etc.).

Já pra rua!
Se você tem um cão caminhando para a terceira idade ou se já tem um idosinho que começou a mostrar sintomas da Síndrome de Disfunção Cognitiva em Cães (SDC), uma maneira simples e eficiente de desacelerar o processo de deteriorização do cérebro do seu melhor amigo de patas, e talvez até de diminuir os efeitos totais de envelhecimento, é levá-lo para passear! Quanto mais frequentes e longas as caminhadas, mais lento ocorrerá o declínio mental que acontece com o avançar dos anos. E como os estudos têm demonstrado, você e seu cérebro também ficarão mais protegidos e jovens!

Dicas de primeiros socorros para cachorros

Envenenamentos? Queimaduras? Atropelamentos? Confira alguns cuidados simples, que você pode fazer em casa, antes de levar seu animal ao veterinário.


Labradores, poodles, pit-bulls, vira-latas. Não importa a raça: cachorros são brincalhões, alegres e curiosos. Muitas vezes, por causa disso, acabam se machucando. Sem querer, confundem veneno com comida, engasgam com algum brinquedinho e se queimam dentro da cozinha de casa. Quando acidentes acontecem, eles não falam o que estão sentindo e, muitas vezes, fica difícil saber como socorrê-los. Em alguns casos, antes de correr para o veterinário, há procedimentos de pronto atendimento que você pode fazer em casa para ajudar o seu cãozinho.

Para ouvir as orientações de quem socorre cachorros todos os dias, ÉPOCA foi até o Clube dos Vira-latas, em Ribeirão Pires, na Grande São Paulo. A veterinária Marina Passadore, que cuida diariamente dos mais de 500 cães abrigados pela ONG, dá dicas de como proceder em casos de envenenamento, cortes, fraturas, sufocamentos, queimaduras, convulsões e choques. Os procedimentos podem ser feitos tanto em cães domésticos como em algum cachorrinho de rua, que estiver machucado.

veja vídeos comentando sobre os primeiros socorros clicando aqui.



Fonte: Revista Época

segunda-feira, 23 de julho de 2012

Scooby não será sacrificado, mas adotado

O prefeito de Campo Grande, Nelson Trad Filho, afirmou neste sábado (21) que o cachorro Scooby, que virou notícia por conta da notícia de maus-tratos e está com leishmaniose, não será sacrificado. “Ele não está trazendo risco para ninguém”, disse o chefe do Executivo.

Ele contou ainda que mais de dez pessoas procuraram a Prefeitura com a intenção de adotar o cachorro, que está com as patas machucadas, após ser obrigado a percorrer quatro quilômetros ao lado do dono, que estava em uma motocicleta.

Nelsinho explicou que o sacrifício é o método normalmente adotado no caso de cães com a doença, mas que é comum os donos assinarem um termo de responsabilidade e tratarem esses animais.

Ele ficou comovido com a situação de Scooby. “Temos que repudiar quem maltrata os animais”, afirmou.



O caso ganhou grande repercussão, principalmente nas redes sociais. Uma campanha no Facebook defendia que Scooby poderia passar por um tratamento para ser curado da doença e não vir a ser submetido à eutanásia.

terça-feira, 17 de julho de 2012

Vai viajar com o pet veja algumas dicas antes de pegar a estrada

Com a temporada de férias em alta, muitas famílias aproveitam os dias de descanso para buscar um refúgio em outras cidades e Estados. Malas prontas, carro revisado e casa bem trancada, tudo pronto.

Claro que não. Se a família tiver decidido levar o animal de estimação para o passeio ou optar por deixá-lo hospedado em hotéis especializados em receber os pets, a preocupação com a saúde do amigo de quatro patas deve ser a mesma.

Algumas doenças são transmitidas por vetores como pernilongos, mosquitos, carrapatos e pulgas, porém a presença destes parasitas varia de acordo com a região. Cães e gatos também podem ser afetados com doenças de pele e parasitoses intestinais. Justamente por isso, é importante que o animal passe por uma consulta com um médico veterinário antes de embarcar na viagem para receber aplicações de produtos antiparasitários adequados.

Uma doença comum em regiões litorâneas é a dirofilariose, que é causada por um verme transmitido pela picada de mosquito que se aloja no coração do animal. Quando uma fêmea deste mosquito pica um animal contaminado pela dirofilariose, ela pode transmitir a doença para cães e gatos saudáveis. Os sintomas podem demorar meses para surgirem e incluem tosse, dificuldade respiratória, cansaço fácil, emagrecimento e até óbito nas fases mais avançadas. O tratamento é prolongado e com riscos ao paciente, sendo a prevenção a melhor opção, afirma Márcia Yuke Kozaka, médica veterinária do Clã dos Bichos Pet Shop e Saúde Animal.

Outra doença transmitida pela picada de flebótomos (também conhecido como mosquitos-palha) é a Leishmaniose, doença causada pelo protozoário Leishmania spp. A distribuição desta doença no Brasil restringia-se a áreas rurais, porém, sua disseminação para os centros urbanos é uma realidade nos dias atuais. Considerada uma doença infecciosa de caráter crônico, a leishmaniose visceral pode afetar animais e humanos, o que a torna uma das principais zoonoses mundiais, com casos notificados em 88 países, distribuídos em quatro continentes. O cachorro é considerado o principal hospedeiro em ambientes urbanos, entretanto, animais silvestres, gatos e até mesmo o homem podem ser infectados.

O pet que viaja sem proteção também fica sujeito às ameaças de pulgas e carrapatos. Animais picados por pulgas podem apresentar irritações na pele, dermatites alérgicas e vermes intestinais, que são ocasionados pela ingestão acidental deste parasita. As manifestações clínicas da verminose causada por pulgas incluem diarreia, vômito e perda de peso. Já os carrapatos infectam o animal ao se fixarem em sua pele. Os cães infestados por carrapatos podem apresentar a erliquiose, causada por um parasita que fica no sangue, o que desencadeia anemia, febre intermitente, falta de apetite, manchas avermelhadas e arroxeadas pelo corpo, sangramento nasal, hematúria (urina com sangue), emagrecimento e em alguns casos mais graves, o óbito, alerta a Dra. Márcia Yuke Kozaka.

Com tantas doenças rondando por aí compensa sair de casa com o animal Sim garante a Dra. Márcia. Basta fazer a prevenção adequada com medicamentosdesenvolvidos para evitar todas essas doenças, ressalta. Para realizar o tratamento preventivo e passear com os animais sem riscos deles contraírem a leishmaniose e doenças causadas por pulgas e carrapatos, a Saúde Animal da Bayer HealthCare disponibiliza no mercado o Advantage® Max3, antiparasitário para cães que possui ação repelente com eficácia de até quatro semanas. Já para proteção contra a dirofilariose, a Bayer disponibiliza o Advocate® Cães e o Advocate® Gatos, que tratam e previnem contra parasitas externos e internos, como pulgas, vermes intestinais, sarnas e vermes do coração. Todos os produtos devem ser aplicados na nuca do animal, inclusive após o banho, quando o pelo e a pele já estiverem secos.

Portanto, não se esqueça de colocar na lista de atividades para serem finalizadas antes da viagem uma parada em um médico veterinário. Somente ele está apto para orientá-lo sobre como prevenir doenças que podem comprometer a saúde de seu pet.

Sobre a Saúde Animal, da Bayer HealthCare
Proteger os animais e beneficiar as pessoas. É com esta missão que a Bayerpesquisa e desenvolve desde 1919 produtos farmacêuticos e de higiene para uso veterinário tanto para animais de companhia, quanto para animais de produção. Atualmente, aproximadamente 100 diferentes produtos são comercializados ao redor do mundo. No Brasil, a área de Saúde Animal atua em duas unidades de negócios: Animais de Companhia (cães e gatos) e Animais de Produção (Aves; Suínos e Aquacultura e Bovinos).
No segmento de Animais de Companhia, a Bayer oferece soluções eficazes e práticas para a saúde e bem-estar dos pets. Os destaques são a linha Drontal®, com a qual a Bayer HealthCare conquistou a liderança no segmento de vermífugos, o antiparasitário Advantage® Max 3 que trata a infestação, previne doenças e protege a saúde dos cães, o Advocate®com tratamento e proteção polivalente, e o vermífugo tópico para gatos Profender® SpotOn®, que combate os vermes adultos e larvas e garante uma aplicação sem estresse.

segunda-feira, 16 de julho de 2012

Legislação aplicada às Leishmanioses

Por: André Luis Soares da Fonseca | Universidade Federal do Mato Grosso do Sul | andre.fonseca@ufms.br


As leishmanioses compreendem um grupo de doenças metaxênicas, ou seja, transmitidas por vetores (no caso do Brasil, insetos flebotomineos do gênero Lutzomia sp.). São conhecidos três tipos de leishmanioses: a leishmaniose tegumentar (ou cutânea), a leishmaniose muco-cutânea e a leishmaniose visceral. De todas, a leishmaniose visceral é a única considerada mortal. O cão é considerado o principal reservatório urbano por ser o animal mais estudado e por causa da carência de trabalhos científicos que procurem imputar esta denominação a outros possíveis reservatórios como os gatos, os ratos, morcegos, e o próprio homem. Ocorrem anualmente no Brasil cerca de 26.000 casos de leishmaniose tegumentar e aproximadamente 3.156 casos de leishmaniose visceral em humanos. Especificamente em relação à leishmaniose visceral, ocorrem cerca de 500.000 casos humanos no mundo, ou seja, o Brasil responde por cerca de somente 1% dos casos globais, mas que representam 90% dos casos da América Latina.

Intensa discussão jurídica ocorre atualmente no Brasil por causa da fragilidade técnica em que se baseia as normas de controle da leishmaniose visceral aplicadas pelo Ministério da Saúde do Brasil.

A primeira questão, preliminar da discussão do mérito jurídico, é que os testes utilizados para diagnósticos, produzidos pela Fundação Oswaldo Cruz (Biomanguinhos), os testes de E.L.I.S.A. e R.I.F.I. (Reação de Imunofluorescência Indireta), são testes de baixa sensibilidade e especificidade9 para serem aplicados como testes diagnósticos.

Estes mesmos testes, aliás, foram desenvolvidos como testes de triagem, para levantamento epidemiológico, e jamais deveriam ser utilizados como testes de diagnósticos. 

Por exemplo, a R.I.F.I., que é tido como teste ouro, na própria bula informa que “o desempenho do RIFI oscila entre 90% de sensibilidade e 80% de especificidade”, ou seja deixa-se de identificar animais doentes (sensibilidade) e identificam-se como positivos animais não doentes (especificidade). Ou seja, o poder público, baseado nestes testes, deixa de matar animais doentes e mata animais sem a doença.

Daí já se levanta uma discussão: se o clínico veterinário, por qualquer das formas de erro, deixa o animal de um proprietário morrer, pode ser demandado na justiça em perdas e danos e até mesmo perder a sua licença profissional.Pois bem, como fica a morte de animais sadios pelo poder público? O poder público é soberano à lei? 

A segunda questão que se apresenta é que os antígenos utilizados para a elaboração dos testes diagnósticos pela Biomanguinhos são feitos a partir de Leishmania major, parasito este causador da leishmaniose tegumentar nos países que margeiam o mar Mediterrâneo, na África e Ásia. Ou seja, utiliza-se um antígeno que pode reagir tanto com anticorpos contra L. chagasi (leishmaniose visceral) como L. braziliensis (leishmaniose tegumentar). 

Temos entendimento de que Biomanguinhos e Ministério da Saúde cometem grave crime ambiental quando a)- denominam e recomendam um teste inespecifico para diagnóstico de um grupo de doenças (os testes de RIFI e ELISA vem recomendação para diagnóstico de leishmaniose visceral) e quando aplicam estes testes como diagnóstico determinante da morte de um animal. 

Ainda, confrontando com a informação acima, de que no Brasil existem 3.156 casos de leishmaniose visceral e 26.000 casos de eishmaniose tegumentar, não se estaria sacrificando cães portadores de L. braziliensis?
O próprio Guia de Vigilância Epidemiológica, em sua 6ª edição, na página 460, ao tratar da Leishmaniose Tegumentar diz que “vale destacar que não é recomendada como rotina a realização de inquéritos sorológicos caninos em áreas de transmissão de LTA.

É importante lembrar que a eutanásia em cães eqüinos só é indicada em situações em que estes animais apresentem exames sorológicos positivos com presença de lesão cutânea e com autorização do seu proprietário”.

Essa observação se dá por duas razões: na leishmaniose tegumentar, o parasito se encontra presente somente na ferida e não na pele íntegra: não ocorrendo esta situação, o animal é um portador não transmissor. E depois, os testes sorológicos apresentam reação cruzada entre os parasitos da leishmaniose visceral e da tegumentar e outras patologias como a Doença de Chagas, Erlichiose, etc. 

Portanto, nas leishmanioses, o animal sorologicamente positivo mas sem lesão não necessariamente transmissor, nem risco para a saúde pública. 

Entrando na discussão do mérito jurídico, o Ministério da Saúde tenta impor vigência ao Decreto 51.838 de 1963, que baixa normas técnicas especiais para o combate à leishmaniose.

Ocorre que este decreto era aplicável ao controle da leishmaniose em área rural e obviamente a metodologia de controle em pequenas propriedades é muito diferente daquela que se deve realizar em grandes áreas. O citado decreto, no artigo 3º letra c, preconiza “inquéritos extensivos para a descoberta de cães infectados” e, letra c “a eliminação dos cães doentes”. Ora, mesmo que fosse vigente esta norma, o sacrifício só seria admitido caso os cães estivessem doentes (com sintomas). O que se tem feito atualmente é a sorologia dos cães e, em caso positivo, o sacrifício, independentemente do animal estar manifestando a doença.É principio interpretativo do Direito que medidas restritivas de direito devem ser interpretadas restritivamente. Portanto, incorre em criminoso engano o sacrifício de animais baseado somente em exames sorológicos (cuja qualidade de diagnóstico, relembramos, é bastante deficiente). 

Ademais, o Direito ainda aplica como forma interpretativa o princípio da eficiência. Serão estas medidas eficazes para o controle da doença em questão? Os resultados de anos de aplicação têm demonstrado que não. Aliás, diversos trabalhos científicos têm demonstrado que não há respaldo técnico na eutanásia de cães, mesmo em condições consideradas ideais.

Temos entendimento que grande parte do conteúdo da citada norma não foi recepcionado pela Constituição Federal e não deveria ser aplicado, sob o risco de cometer grave afronta aos direitos constitucionais implícitos, como o direito ao contraditório, à ampla defesa e ao direito de propriedade e, pela mesma via, grave crime ambiental. 

Em flagrante afronta os princípios constitucionais da ampla defesa e ao contraditório, consta no Manual de Vigilância e Controle da Leishmaniose Visceral Americana do Estado de São Paulo que “...não preconiza a realização de contra-prova e se esta, por motivos de força maior (solicitação judicial) for realizada, só serão aceitos os resultados os resultados obtidos e, Laboratório de Referência Estadual”.

É de se questionar, inclusive, se estas instituições possuem procuradoria jurídica e, se as possuem, se seus profissionais são realmente qualificados, pois é grosseira a colocação que apresenta no citado manual. 

A situação atual da leishmaniose visceral no Brasil reflete o desrespeito à lei, ao cidadão e a toda publicação científica de que deveria ser alvo as ações do governo na saúde. 

Mostra, ainda, a fragilidade e a inércia das entidades de classe, organizações de defesa da vida animal e do poder público em defender os direitos dos proprietários e dos seus cães perante grosseira afronta à lei e à moral, indo na contramão das política.


Referências:

SOUZA, AI, BARROS, EMS; ISHIKAUWA, E; ILHA, IMN; MARIN, GRB; NUNES, VLB. Feline Leishmaniasis due to Leihsmania (Leishmania) amazonensis in Mato Grosso do Sul State, Brazil. Vet. Parasitol. 128. Elsevier, 41-45, 2004. 

BETTINIA, S., POZIOA, E. ; GRADONI, L. Leishmaniasis in Tuscany (Italy): (II) Leishmania from wild Rodentia and Carnivora in a human and canine leishmaniasis focus. Trans. Royal Soc.Trop. Med. Hyg. Volume 74, Issue 1, Pages 77-83, 1980

SAVANI, ESMM; ALMEIDA, MF; CAMARGO, MCGO; D´AURIA, SRN; SILVA, MMS; OLIVEIRA, ML; SACRAMENTO, D. Detection of Leishmania (Leishmania) amazonensis and Leishmania (Leishmania) infantum chagasi in Brazilian bats. Vet. Parasitol. Elsevier. 168. 5-10, 2010. 

DEANE, L.M.; DEANE, M.P.Visceral Leishmaniasis in Brazil. GeographicaL distribution and transmission. Rev. Inst. Med. Trop. São Paulo, v.4, p.149-212, 1962.

Acessado em 9/9/2011. 


DESJEUX, P. Leishmaniasis: current situation and new perspectives. Comp. Immunol. Microbiol. infect. Dis., 27: 305-318, 2004. 

BRASIL. MINISTÉRIO DA SAÚDE - Manual de vigilância e controle da leishmaniose visceral. Brasília, Ministério da Saúde, 2003.

LIRA, RA. Diagnóstico da Leishmaniose Visceral Canina: Avaliação do Desempenho dos Kits EIE-LeishmanioseVisceral- Canina-Bio-Manguinhos e IFI-Leishmaniose-Visceral Canina-Bio-Manguinhos. 2005. Recife. 87p.Tese de Mestrado. FIOCRUZ.

IFI – Leishmaniose Visceral Canina Biomanguinhos - Resp. Téc. Méd. Vet.: Adenauer Cruz Teixeira -CRMV-RJ nº 1.359 – Bula de teste imunológico. 

MINISTERIO DA SAUDE. Guia de Vigilância Epidemiológica. 6ª edição. 2005. p 460. 

TRONCARELLI, MZ; CAMARGO, JB; MACHADO, JG; LUCHEIS, SB; LANGONI, H. Leishmania spp. and/or Trypanosoma cruzi diagnosis in dogs from endemic and nonendemic areas for canine visceral leishmaniasis. Veterinary Parasitology 164 (2009) 118–123. 

FERREIRA, EC. Comparação de Técninas Sorológicas para a Identificação da Leihamaniose Visceral Canina (LVC) Visando a Otimização do Diagnóstico em Inquéritos Epidemiológicos. Disponível emhttp://biblioteca.universia.net/html_bura/ficha/params/title/compara%C3%A7%C3%A3otecnicas-sorologicas-identifica%C3%A7%C3%A3o-da-leishmaniose-visceral-canina-lvcvisando/id/29875435.html, Acessado em 9/9/2011.

NUNES. CM; LIMA, V.M.F; PAUAL, H.B; PERRI, SHV; ANDRADE, AM; DIAS, FEF; BURATTII, MN. Dog culling and replacement in an area endemic forvisceral leishmaniasis in Brazil, Veterinary Parasitology 153 (2008) 19–23. 

COSTA, CHN. How effective is dog culling in controlling zoonotic visceral leishmaniasis? A critical evaluation of the science, politics and ethics behind this public health policy. Rev Soc Bras Med Trop, 2011. 

São Paulo (Estado). Secretaria de Estado da Saúde, Superintendência de Controle de Endemias - SUCEN e Coordenadoria de Controle de Doenças - CCD. Manual de Vigilância e Controle da Leishmaniose Visceral Americana do Estado de São Paulo / Coordenação Vera Lucia Fonseca de Camargo-Neves - São Paulo: A Secretaria, 2006

sexta-feira, 13 de julho de 2012

Aniversário de casal presenteia Abrigo dos Bichos

O Abrigo dos Bichos foi a instituição escolhida pelo casal Janet e Geraldo que receberá doações recolhidas em sua festa de aniversário de casamento.

O casal, advogados e conhecidos motoqueiros, com seu mascote, promoverão a festa em comemoração do aniversário de Janet e as Bodas de Opala nesse domingo, a partir das 11 horas.

Para entrar na feijoada, pede-se a doação de um saco de ração para cães que serão revertidos ao Abrigo dos Bichos.

"Atitude como a deste fabuloso casal deve ser imitada sempre! Isto é cidadania!" comenta a Presidente da Instituição, Maria Lúcia Metello.

O Abrigo dos Bichos estará presente na confraternização, com uma tenda para a captação das rações.

Os animais agradecem ao casal!

O que fazer quando o CCZ bate à sua porta?

O seu cão tem Leishmaniose e o CCZ está na sua porta? Saiba como proceder:

A Constituição, que está acima de qualquer outra legislação ou portaria, prevê que sua casa é inviolável, portanto, é sua escolha permitir, ou não, que os agente de saúde entrem em sua residência e coletem sangue do seu animal.

Artigo 5º, inciso XI: A casa é o asilo inviolável do individuo, ninguém nela podendo penetrar sem consentimento do morador, salvo em caso de flagrante de delito ou desastre, ou para prestar socorro, ou por determinação judicial.

Caso o exame dê soropositivo os agentes NÃO podem levar o animal sem a sua autorização. Procure uma clínica veterinária de sua confiança e faça a contraprova.

O exame feito pelo CCZ é reprovado como meio eficaz para diagnosticar a existência da doença por possuir altos índices de erros. Dessa forma, é impraticável não repetir o exame com um veterinário particular, pelo menos mais de uma vez. Não é um exame caro. Custa em torno de R$ 30,00, mas que pode ser decisivo para a vida de nossos companheiro. 

O tratamento É POSSÍVEL, É BARATO E É PERMITIDO. Explicando melhor, o tratamento é feito através do manuzeio de algumas drogas como o alupurinol, que, inclusive, podem ser facilmente manipuladas por uma farmácia de manipulação. AGORA, exige-se um rígido compromisso tanto do médico veterinário quanto do proprietário do animal (é o nosso amor sendo posto a prova). 

Outro dado que merece um esclarecimento é que O TRATAMENTO DA LVC NÃO É PROIBIDO o que não é permitido é o uso de medicamentos humanos para esse tratamento. 

A eutanásia não resolve o problema da LVC e isso é fácil de perceber. Desde a sanção do decreto da eutanásia, muitos cães foram sacrificados, e estamos falando de mil para mais todo mês. E até hoje, depois anos e mais anos, chacina atras de chacina, continuamos com a Leishmaniose batendo em nossas portas hoje. Isso nos faz, pelo menos, questionar a eficiência do sacrifício, não é mesmo? 

Entendam, o CCZ NÃO pode coagir um dono de um cachorrinho a entregar seu animal para ser sacrificado com base em um único resultado de exame. Isso é abuso de autoridade. Um verdadeiro absurdo que deve ser evitado todas as vezes. E, inclusive, é possível ingressar com uma ação judicial. 

Um agente do CCZ nunca pode proibir que o proprietário de um cãozinho, supostamente, doente faça o tratamento e cure clinicamente seu companheiro, pois o animal não está mais sob tutela do Estado. Mas, quando o entregamos, abrimos mão da nossa autoridade e autorizamos o Estado a fazer o que achar melhor: eutanásia. 

Resumindo: Não deixem que o CCZ entrem em suas casas para sacrificar seus animais alegando a existência da LVC sem repetir o exame em um veterinário da sua confiança ou tentar o tratamento. Nenhum agente do Estado pode entrar sem autorização em casa nenhuma para tirar o direito de um dono querer salvar o seu animal.

Fonte:PAF



Abrigo dos Bichos ensina como fazer iglus para proteger animais no inverno

Não são apenas os seres humanos que sofrem com as baixas temperaturas, as chuvas, umidade e os ventos fortes do inverno. Cães e gatos também estão expostos a doenças comuns nessa época do ano e, em situações extremas, podem até mesmo morrer. 

Por isso, durante o XI Sabacão de Adoção, que acontece no próximo sábado, dia 14/07 na Clinica Pet Point – rua Sebastião Lima 399 , Jardim Monte Líbano, os voluntários do Abrigo dos Bichos vão ensinar como fazer uma casinha tipo iglu, com duas bacias de plástico do mesmo tamanho. É uma opção de baixo custo, fácil e rápida de fazer. 

Quem visitar a Feira, que terá cerca de quarenta animais para adoção, além de levar um companheiro para a casa vai aprender a fazer as casinhas tipo iglu. Para fazer a casinha são necessárias duas bacias de plástico do mesmo tamanho, uma faca aquecida e lacres de plástico. Para deixar o animal ainda mais quentinho basta colocar um pano ou cobertor. 

Também por causa das baixas temperaturas, a coordenação do Sabacão da Adoção decidiu encurtar o horário da feira, que vai acontecer das 9h às 16h. 

O Abrigo dos Bichos também está aceitando doação de roupinhas de inverno e recursos para comprar e construir casas e iglus que serão entregues às populações carentes. 

Conta do Abrigo dos Bichos no Banco do Brasil 
Agência 4211-0 
CC 41599-5


Nota de Agradecimento ao Prefeito Nelson Trad Filho

NOTA DE AGRADECIMENTO 

Com grande alegria, nós, do Abrigo dos Bichos, tomamos conhecimento da acertada decisão do Senhor Prefeito Nelsinho Trad em não condenar ao sacrifício, mesmo que seja soropositivo para Leishmaniose, Scooby, cão vítima do descaso e da indiferença de seu “tutor”, ao ser conduzido por uma moto em velocidade acima de sua capacidade física por vários quilômetros.

Esta zoonose, apesar de fatal, é possível ser tratada sem riscos para humanos quando realizada com responsabilidade e acompanhamento veterinário. 

Sua decisão vem ao encontro de cerca de 13.500 internautas que, até a manhã de hoje, assinaram a petição em favor do Scooby, lançada no dia 11 do corrente mês. 

Certamente, sua sensibilidade para causas sociais permitirá que a primeira UPA Veterinário – Unidade de Pronto Atendimento Veterinário seja construída em nossa cidade. Esta unidade, que prestará atendimento de urgência e emergência às populações canina e felina, oferecendo serviços de consultas, orientações, medicação de urgência entre outros, atenderá os anseios do Abrigo dos Bichos, que, há algum tempo, resgata, reabilita e encaminha para adoção animais atropelados sem donos identificados e ou em estado de alto risco nas ruas em estado visível de abandono. 

Ao optar preservar a Saúde Pública respeitando a Vida Animal, todos nós, Homens e Animais, seremos beneficiados além do fato do Senhor Prefeito de Campo Grande ter mostrado que tem compaixão por aqueles que não verbalizam. 

Assim sendo, o Abrigo dos Bichos se coloca à sua disposição para futura parceria. 

Em nome do Scooby e de milhares de cães do território brasileiro, que apenas desejam continuar a viver, aceite os nossos mais sinceros agradecimentos! 

Maria Lúcia Metello 
Presidente 
Sociedade de Proteção e Bem Estar Abrigo dos Bichos

Conheça a história de Scooby

Scooby, o sobrevivente do CCZ

Scooby, o cão sem raça definida, residente do bairro Aero Rancho, de Campo Grande, virou notícia da noite para o dia e é um marco para a história da proteção animal do país.

Com suspeita de Leishmaniose, seus tutores resolveram levá-lo ao CCZ para seu sacrifício, como habitualmente feito na cidade. Como não dispunham de veículos apropriados para o transporte, os tutores amarraram o cão em sua moto e o arrastaram até o Centro de Zoonoses, cuja distancia percorrida foi cerca de 4km.

A médica veterinária do CCZ Ana Paula Nogueira disse ao G1 que o vira-lata ficou com ferimentos graves nas patas. “Foi horrível. O cão chegou aqui todo ensanguentado. A recepção do CCZ ficou tomada de sangue”, afirma. Segundo ela, o cão estava infestado de carrapatos e com sintomas de leishmaniose. “A patinha dele estava em carne viva. Já medicamos, mas ele não consegue ficar em pé”, afirma Ana Paula. 
“Ficamos horrorizados com o que aconteceu. Assim que eles chegaram, nós não deixamos eles [suspeitos] irem embora e chamamos a polícia. É um absurdo”, relata.

O caso evidente de maus-tratos foi prontamente atendido pela Delegacia Especializada de Repressão a Crimes Ambientais e Proteção ao Turista (Decat) , Suzimar Batistela. Segundo ela, o dono do animal, um homem de 57 anos, estava na garupa. A moto era guiada pelo genro, de 43 anos. Os dois prestaram depoimento na Decat. Eles disseram à delegada que não correram e não sabiam que o cão estava se ferindo durante o trajeto.

De acordo com Suzimar, os dois suspeitos foram indiciados por maus-tratos e liberados. O CCZ deve encaminhar um laudo sobre o estado de saúde do bicho para ser anexado ao caso. Se forem condenados, os homens podem pegar até um ano de prisão ou serem condenados a alguma pena alternativa, como serviços comunitários.

A CAMINHO DA EUTÁNASIA - A diretora do CCZ, Júlia Maksoud, disse que o cachorro está recebendo tratamento clínico para os ferimentos que sofreu e medicamento carrapaticida. O cachorro já passou pelo teste rápido que atestou a leishmaniose, mas o sangue de Scooby foi coletado e enviado para laboratório. “Se o segundo teste for positivo, ele será eutanasiado, conforme as normas do Ministério [Saúde]”, explicou. Caso o resultado seja negativo, não será feita contraprova e o animal continuará sendo tratado das lesões e poderá ser destinado a adoção.

ADOÇÃO - Depois que o caso de Scooby foi divulgado, a Sociedade Abrigo dos Bichos comunicou que irá enviar um ofício requerendo a guarda do animal, para que ele seja tratado em uma clínica veterinária, mesmo que seja comprovada a leishmaniose.

ABAIXO-ASSINADO - Voluntários e simpatizantes da Instituição, comovidos com o caso, fizeram uma Petição Pública pedindo a liberação do cão da eutanásia e, em menos de dois dias, alcançaram as 10 mil assinaturas. "A população se comoveu com o cãozinho Scooby e todos nós evitaremos uma morte desnecessária" diz a voluntária Thályna Zuiewsky.

A mobilização aconteceu nas redes sociais e teve seu objetivo atingido, pois o prefeito Nelson Trad Filho (PMDB) assegurou que o animal receberá tratamento contra leishmaniose. "As pessoas subestimam a força dos protetores. Se um país inteiro se abalou pela morte da cadelinha em GO, se o mundo inteiro se mobilizou pelo Lennox, porque não poderíamos nos mobilizar pelo Scooby? Ja está mais do que na hora das pessoas pararem de duvidar do nosso potencial." afirma Thályna.

A lista com as assinaturas foram entregues ontem no CCZ, por voluntários da Sociedade Abrigo dos Bichos.

SOBREVIVENTE DO CCZ - Comovido, prefeito determina que cão Scooby não seja sacrificado.


Pela manhã, o prefeito já havia divulgado em seu Facebook que Scooby seria tratado e não sacrificado. Depois, a postagem foi retirada e substituída por uma explicando que o cão vai ser tratado enquanto os resultados dos exames não saem e que fosse confirmada a doença, ele teria o mesmo destino de outros cães com leishmaniose.

Agora à tarde, após muitos comentários no Facebook, nova mudança. Segundo a assessoria de imprensa da Prefeitura, diante da situação de Scooby, o prefeito ficou sensibilizado e se reuniu com técnicos da área para determinar que o animal não fosse sacrificado.

Scooby permanece no CCZ, para onde foi levado após sofrer as agressões. O dono alegou que o animal estava com sintomas de leishmaniose e que só o amarrou à moto para levar até o local porque havia chamado e o Centro não havia enviado equipe ao local.

O prefeito também anunciou hoje que vai ser implantado no CCZ um pronto-socorro veterinário.
Fonte: CGNews

E OS OUTROS SCOOBY? - A Sociedade Abrigo dos Bichos está em euforia. “É tudo de bom”, diz Maria Lúcia, presidente da instituição. Para ela, a atitude do chefe da administração municipal representa o início de uma parceria com o poder público. “Esta nova atitude vem de encontro à política do Abrigo dos Bichos”, fala.

Mas o caso da Leishmaniose não pára por aí. Há muitos cães diagnosticados com a doença que morrem todos os dias no Centro de Controle de Zoonoses.

Veja o vídeo e entenda um pouco mais sobre a nossa luta:




Saiba mais:
Blog dos Bichos - O que é Leishmaniose?
Blog dos Bichos - Vacina contra a Leishmaniose
Blog dos Bichos - Tratamento de leishmaniose é proibido?
Blog dos Bichos - Verdades e Mentiras sobre Leishmaniose

ONDE SAIU:
Midiamax - mais 10 mil internautas assinam petição para salvar cãozinho vítima maus tratos.
G1 MS - Dono amarra cão em moto e o arrasta por 4 km, diz delegada em MS
Diário digital - Edição 713
G1 GLOBO - Apos ser arrastado por 4 km, vira-lata pode ser sacrificado em MS.
ANDA - Prefeito declara que Campo Grande, MS, terá UPA Veterinária e que Scooby não será sacrificado.
CGNews - Comovido, prefeito determina que cão Scooby não seja sacrificado.
CGNews - "É tudo de bom" diz Abrigo dos Bichos sobre o não sacrifício de Scooby.
Midiamax - Prefeito anuncia construção e apresenta projeto de primeira UPA veterinária do Brasil.

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